O Ministério da Saúde assinou, na última quinta-feira (26), um termo de compromisso com o Instituto Butantan e a MSD para estabelecer a Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) da imunoterapia pembrolizumabe. O objetivo é ampliar o acesso de pacientes do SUS a esse tratamento contra o câncer, por meio de produção local.
O acordo prevê a transferência de tecnologia para fabricação do pembrolizumabe em São Paulo, no parque fabril do Butantan, com a MSD fornecendo know-how. A transição ocorrerá em etapas, com garantia de qualidade, qualificação de processos e capacitação técnica, observando as exigências regulatórias. A conclusão está prevista em até 10 anos.
Essa iniciativa visa ampliar opções terapêuticas além da quimioterapia, permitindo que o sistema público de saúde ofereça imunoterapia a mais pacientes. A expectativa é atender mais de 13 mil pessoas por ano em cinco indicações: colo de útero, esôfago, melanoma, mama triple negativo e pulmão.
Detalhes do acordo
O pembrolizumabe será produzido no Brasil por meio de uma transferência de tecnologia, com início de fabricação local após a conclusão das etapas de qualificação. A PDP envolve etapas de fabricação, validação de processos e controle de qualidade, conforme normas regulatórias.
Impacto esperado
Entre as indicações, o câncer de mama triplo negativo é o subgrupo mais agressivo, com maior incidência em mulheres jovens e negras. O câncer de colo de útero figura entre as principais causas de morte entre mulheres no país, especialmente até os 35 anos.
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