A defesa de Jair Bolsonaro negou nesta segunda-feira (30) qualquer descumprimento das medidas cautelares da prisão domiciliar. O tema envolve um vídeo que seria mostrado ao ex-presidente, segundo declarações de Eduardo Bolsonaro.
Bolsonaro permanece em prisão domiciliar, com restrições como proibição de celulares e redes sociais. Moraes pediu explicações em até 24 horas, conforme determinação do STF.
A defesa disse não ter tomado ciência prévia da gravação ou de qualquer divulgação do vídeo. O material foi registrado por terceiros durante um evento no exterior e apenas apontado após intimação judicial.
Eduardo Bolsonaro gravou imagens durante a Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC) nos Estados Unidos, dirigidas ao público. Segundo a defesa, o conteúdo representa uma manifestação verbal de terceiros, sem participação de Bolsonaro.
Os advogados afirmam que não há evidências de comunicação direta ou indireta entre Eduardo e Bolsonaro usando aparelhos proibidos pela justiça. O compromisso de Bolsonaro com as medidas judiciais também é citado pela defesa.
O Partido Liberal (PL) Mulher, ligado ao gabinete de Michelle Bolsonaro, afirmou que nenhum arquivo foi encaminhado por Eduardo para ela, conforme a legenda do partido.
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