A defesa de Jair Bolsonaro informou ao STF que o ex-presidente não teve ciência prévia da gravação feita por seu filho, Eduardo Bolsonaro. A manifestação chegou após Moraes exigir explicação em 24 horas sobre suposto acesso a um vídeo durante a prisão domiciliar.
Eduardo Bolsonaro afirmou, em rede social, que enviaria ao pai a gravação da participação dele em um evento de políticos de direita nos Estados Unidos. A fala foi o gatilho para o pedido de explicações ao ex-presidente.
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar temporária de 90 dias para se recuperar de uma broncopneumonia, com proibição de uso de celulares ou de qualquer meio de comunicação externo direto ou indireto. A defesa sustenta que houve a participação de um terceiro no episódio.
Os advogados reiteraram que Bolsonaro não teve contato com terceiros durante o cumprimento da domiciliar e que segue integralmente as regras estabelecidas, sem violação de dispositivos da medida.
A defesa também negou qualquer indicação de que o ex-presidente tenha participado de gravações ou de intercâmbios com meios vedados pela prisão domiciliar, ressaltando o compromisso com o cumprimento das medidas impostas.
Sobre o caso, Moraes já havia decidido pela prisão domiciliar temporária de Bolsonaro, medida em vigor para permitir a recuperação de saúde, não havendo, até o momento, confirmação de participação direta do ex-presidente no episódio envolvendo o vídeo.
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