- O parlamento recém-eleito da Eslovênia irá se reunir no dia 10 de abril, abrindo espaço para negociações de coalizão após uma vitória apertada do Movimento de Liberdade. A disputa foi pela maioria entre 90 assentos.
- O Movimento de Liberdade (GS) conquistou 29 cadeiras, seguido pelo SDS, do ex-aliado de Janša, com 28. Nenhum bloco alcançou maioria suficiente para governar sozinho.
- Ao anunciar a data, a presidente Nataša Pirc Musar informou que, assim que os resultados oficiais forem publicados, será convocada a sessão constitutiva em 10 de abril. Ela destacou a necessidade de negociações rápidas.
Contexto de escândalos
- As eleições de 22 de março ocorreram sob o peso de gravações que apontam supostos desvios por membros do entorno de Golob. As informações vieram à tona dias antes das votações.
- Golob enviou carta a líderes da UE, incluindo Ursula von der Leyen, sobre possível influência externa no pleito. As tratativas seguem para esclarecer irregularidades.
- Entre os casos mais contestados está a compra de um prédio em Ljubljana por 7,7 milhões de euros, preço quase cinco vezes superior ao de aquisição em 2019.
Perspectivas de coalizão
- Como nenhum bloco conseguiu maioria, negociações devem envolver os independentes Resni.ca e um partido conservador criado por Anže Logar. A formação de governo dependerá de acordos com esses grupos.
- Golob já participou de conversas com Resni.ca e Logar, propondo uma coalizão de união nacional para enfrentar potenciais choques econômicos globais.
- Janša rejeitou as negociações de coalizão até que as irregularidades sejam apuradas. A presidente, por sua vez, afastou dúvidas sobre a legitimidade das eleições.
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