O pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro disse nesta segunda-feira que ninguém está autorizado a usar seu nome em qualquer circunstância. A afirmação foi publicada no X após críticas de governistas à fala do senador na CPAC, Conferência de Ação Política Conservadora, realizada no Texas, nos EUA, no último sábado.
Na fala, o senador afirmou que o Brasil pode ajudar os EUA a reduzir a dependência de a China em minerais críticos e terras-raras. Também comparou a situação jurídica de Jair Bolsonaro, hoje no PL, com a de Donald Trump, destacando semelhanças no contexto político.
Sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Flávio Bolsonaro alegou que houve lobby para evitar que dois grandes grupos de atividades ilícitas fossem classificados como organizações terroristas, fazendo referência aos PCC e ao Comando Vermelho. Chamou o governo e o PT de anti-norte-americanos.
Reações da oposição
Integrantes do governo Lula criticaram as falas do parlamentar. Gleisi Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais, chamou opositores de vendilhões da pátria. A deputada afirmou que o discurso busca favorecer interesses externos.
Oposição e aliados de Lula também criticaram o tom do discurso. Guilherme Boulos, do PSOL, classificou a fala como grave e disse que o senador teria se comprometido a entregar recursos estratégicos em troca de apoio externo. Lindbergh Farias, do PT, chamou Flávio Bolsonaro de traidor da pátria.
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