O número de governadores que não disputam as eleições de 2026 é maior este ano do que em 2022 e 2018. Dos 27 chefes de Executivo, oito decidiram permanecer no cargo até o fim do mandato, sem concorrer à reeleição. O prazo para desincompatibilização vence em 4 de abril de 2026.
Entre os que não poderão concorrer, alguns já anunciaram a permanência até o término do mandato. No Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra informou que a candidatura ao Senado foi inviabilizada após rompimento com o vice-governador. Em Tocantins, Wanderlei Barbosa afirmou que concluirá o mandato. Em Alagoas, Paulo Dantas disse que ficará no cargo até 2030.
Amazonas também mantém o governador, Wilson Lima, para dar continuidade à gestão. Em Rondônia, Marcos Rocha afirmou que não disputará nenhum cargo e cumprirá o mandato. No Maranhão, Carlos Brandão, que assume após a saída de Flávio Dino, não disputará novo mandato.
No mesmo grupo, outros estados já sinalizam candidatura de gestores de 2º mandato, mantendo-se no processo político para 2026.
Desincompatibilização e candidatos
- Gladson Cameli, Acre (PP) — pré-candidato ao Senado (renunciou)
- Antonio Denarium, Rondônia (PP) — pré-candidato ao Senado (renunciou)
- Ibaneis Rocha, Distrito Federal (MDB) — pré-candidato ao Senado (renunciou)
- Renato Casagrande, Espírito Santo (PSB) — pré-candidato ao Senado (renunciou)
- Ronaldo Caiado, Goiás (PSD) — pré-candidato à Presidência (renunciou)
- Mauro Mendes, Mato Grosso (União Brasil) — pré-candidato ao Senado (renunciou)
- Romeu Zema, Minas Gerais (Novo) — pré-candidato à Presidência (renunciou)
- Helder Barbalho, Pará (MDB) — pré-candidato ao Senado (renunciou)
- João Azevêdo, Paraíba (PSB) — deve deixar o cargo para disputar o Senado
- Cláudio Castro, Rio de Janeiro (PL) — deve disputar o Senado sub judice, conforme decisão do TSE
Observa-se o ritmo de desincompatibilização até 4 de abril de 2026 para quem ainda pode renunciar, conforme a legislação eleitoral. A tendência atual indica que o número de chefes de Executivo fora da disputa aumentará em comparação com 2022 e 2018.
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