O ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorizou nesta quarta-feira (1°) a prisão e a busca e apreensão de Marcelo Paes Fernandez Conde. A medida faz parte da segunda fase da Operação Exfil, que mira a venda e o acesso irregular a dados fiscais de autoridades e seus familiares. Conde é acusado de financiar o esquema, segundo as investigações.
O empresário, residente no Rio de Janeiro, ainda não foi localizado pela Polícia Federal (PF). As equipes avaliam a possibilidade de cumprimento de mandados nas residências e em endereços ligados a ele.
Conde teria fornecido listas de CPFs e efetuado pagamento em espécie de R$ 4,5 mil para receber os dados, obtidos de forma ilegal por servidores da Receita, terceirizados, despachantes e intermediários atuando nos sistemas do Fisco e do Coaf.
A decisão de Moraes incluiu a quebra de sigilos telemáticos de celulares e de dados em nuvem pertencentes ao acusado, com respaldo da Procuradoria-Geral da República (PGR).
No total, investigadores indicam que o esquema acessou dados de 1.819 pessoas, entre ministros do STF, parentes e outras autoridades.
Quem responde pelo caso envolve não apenas ministros da Corte, mas também o procurador-geral da República, Paulo Gonet, ministros do TCU, deputados federais, ex-senadores, dirigentes de agências reguladoras e um ex-governador, conforme apurado pela PF.
A Agência Brasil tentará contato com a defesa de Marcelo Conde para esclarecimentos. O espaço permanece aberto para a continuidade das informações oficiais.
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