A Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Exfil nesta quarta-feira (1°). O objetivo é apurar acessos ilegais a informações fiscais de ministros do STF e de seus parentes. Os agentes cumpriram mandado de prisão e seis de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São Paulo.
Segundo a PF, os alvos são suspeitos de invadir sistemas da Receita Federal para vender informações privadas de ministros. Entre os indícios, houve pagamento de valores em espécie e fornecimento de CPFs para obtenção de declarações fiscais.
Um empresário, apontado como mandante, teria repassado listas de CPFs e realizado pagamentos de R$ 4.500 para receber dados obtidos irregularmente. Também houve autorização para quebra de sigilo telemático dos aparelhos apreendidos.
Desdobramentos da investigação
A operação aponta uma “cadeia de intermediação estruturada” com participação de servidores públicos, vigilantes, despachantes e intermediários. Dados de 1.819 contribuintes teriam sido acessados, incluindo pessoas ligadas a ministros, autoridades públicas e empresários.
A primeira fase ocorreu em fevereiro e atingiu funcionários da Receita e auditores do órgão. Por determinação do ministro Alexandre de Moraes, os investigados cumprem medidas cautelares, como tornozeleira eletrônica, afastamento e proibição de saída do país.
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