O Supremo Tribunal Federal, por meio do ministro Kassio Nunes Marques, determinou nesta terça-feira, 31, o retorno de Rodrigo Manga à Prefeitura de Sorocaba. A decisão considerou irregular o afastamento que já durava 145 dias, classificando-o como intervenção excessiva na esfera política e administrativa local.
Manga foi reeleito em 2024 com 73,75% dos votos no primeiro turno. O ministro concluiu que a permanência fora do cargo por tanto tempo rompe parâmetros adotados em casos semelhantes.
O ministro também apontou que a medida visa resguardar a atuação do chefe do Executivo municipal, permitindo que Manga reassuma o mandato ou ajuíze novo afastamento se decidir disputar as eleições de 2026.
Contexto e próximos passos
Ainda segundo a decisão, Manga poderá retornar ao cargo ou optar por novo afastamento caso decida concorrer em 2026, mantendo o rito previsto pela justiça. A medida não implica mudança no mérito de investigações em curso.
Levantamentos eleitorais recentes associam Manga a possíveis candidaturas futuras, como ao Senado, ao governo de São Paulo ou à Presidência da República, conforme cenários políticos avaliados por pesquisadores.
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