Nesta quinta-feira 2, em Salvador, Bahia, Lula afirmou que o Brasil não deve ceder à pressão externa sobre o PIX, ferramenta de pagamentos criada no país. A fala ocorreu em resposta a um relatório do governo dos Estados Unidos que critica o uso do PIX e aponta desvantagens para cartões de crédito norte-americanos.
O documento americano sustenta que o PIX pode desequilibrar a competição com o setor de cartões, facilitando transações locais. No entanto, o governo brasileiro destaca que a ferramenta ampliou o acesso financeiro de brasileiros sem conta bancária e acelerou negócios de pequenos empreendedores.
Lula já havia utilizado esse tema em ocasiões anteriores para manter a agenda de soberania tecnológica e sustentar a narrativa de que o PIX atende aos interesses da população. As críticas dos EUA chegaram em meio a investigações sobre políticas comerciais envolvendo o Brasil.
Atual gestão avalia que as pressões externas não devem alterar a política brasileira sobre o PIX. O tema também ganhou adesão entre membros da base petista, que associam críticas ao PIX a candidaturas de oposição no pleito.
Sidônio Palmeira, responsável pela pasta de Comunicação Social, reiterou o posicionamento oficial de defesa ao PIX. A administração enfatiza que o sistema democratizou transações, beneficiando microempreendedores, agricultores e trabalhadores informais.
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