A Prefeitura de São Paulo negou o pedido da Uber para oferecer o transporte de passageiros por motocicleta na capital. A decisão foi comunicada pela administração, que informou não ter sido oficialmente notificada pela empresa.
A medida foi anunciada na terça-feira (31). Na mesma semana, a 99 anunciou a desistência do serviço. Desde 2023, a gestão de Ricardo Nunes (MDB) e as empresas travam uma briga na Justiça pela liberação da atividade na cidade.
Para prestar o serviço de mototáxi, as empresas precisam de credenciamento na Prefeitura. A prática envolve requisitos como curso para condutores, uso de placa vermelha nos veículos e de colete refletivo para passageiros e motociclistas.
Requisitos e limitações da lei
A lei sancionada pelo prefeito endurece as exigências para as operadoras. Entre as regras, há vedação de atuação no centro expandido e nas marginais, impedimento para menores de 18 anos e restrições em dias de tempestade.
Segundo o Executivo, o credenciamento da Uber foi rejeitado pela ausência de atendimento aos dispositivos legais. A decisão foi tomada pelo Comitê Municipal do Uso do Viário, com base na documentação apresentada.
Situação atual das empresas
A 99 comunicou, na quarta-feira (1º), que não manterá o serviço na cidade. A empresa afirmou estar voltando o foco para a expansão do serviço de entrega e não planeja lançar mototáxi em São Paulo.
A Uber não comentou a decisão enquanto aguarda notificação oficial. A administração municipal mantém o foco na aplicação das regras vigentes para o serviço por moto.
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