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Chilique não garante vitória na eleição

Derrota na indicação do PSD expõe erro estratégico de Leite e isolamento político, elevando dúvidas sobre a viabilidade da 3ª via

O maior equívoco de Leite foi estratégico e se deu dentro do PSD: se apresentou como a melhor 3ª via, mas movimentação tardia só revelou incompreensão do funcionamento real do partido, diz o articulista
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O ex-governador gaúcho Eduardo Leite reagiu de forma contenciosa após o PSD anunciar a escolha de Ronaldo Caiado para disputar a Presidência. Leite havia buscado ser a 3ª via, mas ficou fora da decisão e já cogita mudar de partido. A bancada gaúcha do PSD apoiou Caiado, não Leite.

Leite foi derrotado pela segunda vez na eleição interna do PSD. A primeira ocorreu em 2021, quando João Doria foi escolhido pelo PSDB e Leite renunciou ao governo do Rio Grande do Sul para tentar a cadeira presidencial. O episódio gerou desconforto no ambiente político gaúcho.

Conciliação e estratégia do PSD

O PSD ressaltou que a escolha buscou ampliar alianças e capilaridade. A direção, liderada por Gilberto Kassab, apontou que a bancada do partido valoriza uma candidatura capaz de alcançar diferentes regiões, incluindo o interior do Brasil.

Caiado, com atuação destacada no agronegócio, é visto como figura capaz de mobilizar votos no Centro-Oeste, Minas Gerais e regiões estratégicas do Norte e do Sul, onde o eleitorado do agro tem peso relevante. A leitura é de vantagem tática para o partido.

Leite, por sua vez, avaliou que não havia espaço para continuar na prática de campanha sem alianças sólidas. Interlocutores próximos dizem que ele planejava ampliar contatos em redes nacionais, mas o momento exigia consenso interno.

Repercussos regionais e avaliação pública

Pesquisas locais indicam que, no Rio Grande do Sul, apenas cerca de um terço da população entende seu governo como bom ou ótimo. Os números refletem desafios na educação e na solvência fiscal, segundo o levantamento mencionado pela imprensa.

No interior, Caiado é visto com maior penetração. A legenda aposta na construção de redes com produtores e lideranças regionais para ampliar o alcance da candidatura em estados-chave para o pleito.

O episódio reforça a percepção de que a eleição presidencial tende a se definir por alianças regionais e por atores com forte atuação no meio rural. A estratégia do PSD continua sendo consolidar bases diversas para vencer no que se imagina ser o eleitorado decisivo.

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