Após o presidente Lula encaminhou a indicação de Jorge Messias para o STF na quarta-feira, a forma final do envio chegou quatro meses depois do anúncio. Messias é atual advogado-geral da União e disputa a vaga deixada por Luís Roberto Barroso.
O cenário no Senado ainda não está definido. Em novembro, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, pretendia Rodrigo Pacheco para a vaga, mas pode concorrer ao governo de Minas Gerais. O partido dele, PSB, já se reorganiza nesse sentido.
Segundo apuração, o governo sinaliza a estratégia de avançar sem depender do aval inicial de Alcolumbre, cuja sabatina depende do envio à CCJ pelo relator Weverton Rocha. Parlamentares divergem sobre as chances de Messias.
Interferência de Lula
Analistas destacam que o comportamento do presidente Lula pode influenciar a votação. Embora haja apoio de parte do centrão, a percepção de instabilidade política e críticas recentes podem complicar a tramitação.
O senador Angelo Coronel afirma que Messias pode ter chances caso Lula não adote posição agressiva nos próximos dias. Em resposta, Lula afirmou que alianças entre Senado e governo exigem argumentos e base de sustentação.
Já Eduardo Girão adotou tom crítico e diz que o momento para sabatinar nomes é delicado, com o Senado enfrentando questionamentos sobre legitimidade. A avaliação de andamento da indicação, portanto, permanece em aberto.
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