O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu afirmou que o Supremo Tribunal Federal (STF) deve promover uma autorreforma antes de o Legislativo impor mudanças. Ele defendeu que o tribunal alinhe-se ao sentimento do país e discuta temas como um código de ética para magistrados.
Dirceu disse, em entrevista à Folha de S.Paulo, que o STF precisa se autodesafiar para não permitir que mudanças sejam definidas apenas pelo Legislativo. Segundo ele, rejeitar a autorreflexão pode fragilizar o Judiciário perante a opinião pública.
O ex-ministro afirmou que a adoção de um código de ética para magistrados está entre as pautas relevantes para o STF. Entre as questões citadas, estavam mandatos, limites de idade e restrições para atuação societária de ministros.
Contexto institucional
Dirceu argumentou que o poder judiciário deve manter a democracia, evitando rupturas institucionais. Ele sugeriu reformas também para outros Poderes, destacando a necessidade de melhorar processos legislativos e transparência.
A defesa de mudanças envolve a adoção de mecanismos para evitar censuras morais às instituições. Segundo ele, ajustes no Legislativo também são necessários para reduzir riscos de evasões legais.
Perspectivas políticas e eleição 2026
Sobre a disputa presidencial, Dirceu citou Lula e o senador Flávio Bolsonaro como protagonistas da corrida de outubro. Ele afirmou que o dirigente do PL pode ampliar a distância com o governador, aumentando a pressão por reformas.
O ex-ministro avaliou que o senador Flávio Bolsonaro representa um eixo de oposição ao governo, enquanto o atual presidente tende a manter a guinagem política para liderar o país. Ele apontou também o desafio de governabilidade diante da crise institucional.
Dirceu comentou que o pré-candidato Ronaldo Caiado seria mais à direita que Flávio, e que a oposição pode tentar construir uma alternativa moderada. Afirmou ainda que reformas deverão ocorrer para preservar a democracia.
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