A Anvisa anunciou novas medidas para reforçar a fiscalização de canetas emagrecedoras usadas no tratamento da obesidade, com foco em agonistas de GLP-1. A decisão ocorreu após a identificação de irregularidades na importação de insumos e na fabricação por farmácias de manipulação.
A agência instaurou revisão de normas, aumentou inspeções e pode suspender estabelecimentos com risco sanitário. Também vai ampliar o controle sobre importadoras, fortalecer cooperação internacional e criar um grupo de trabalho com entidades médicas e representantes do setor.
Desde junho de 2025, a venda desses medicamentos exige receita médica em duas vias, com retenção de uma pela farmácia e validade de até 90 dias. Medidas buscam padronizar controle e evitar uso inadequado.
Desdobramentos e resultados
Fiscalizações revelaram falhas na cadeia produtiva, incluindo ausência de esterilização e problemas de controle de qualidade. Também houve uso de insumos sem origem comprovada e discrepâncias entre importação e demanda.
Em 2025, foram importados cerca de 130 kg de insumos, suficientes para até 25 milhões de doses. De tirzepatida, mais de 100 kg foram solicitados entre novembro de 2025 e abril de 2026. Em março, 14 pedidos de importação foram negados.
Ações recentes e desdobramentos 2026
Em 2026, 11 inspeções resultaram na interdição de 6 estabelecimentos, entre farmácias de manipulação e uma importadora. Mais de 1,3 milhão de unidades de produtos estéreis foram apreendidas.
A Anvisa proibiu, em janeiro de 2026, a venda de canetas emagrecedoras irregulares à base de tirzepatida e retatrutida, vendidas sem registro por fabricantes desconhecidos, principalmente em redes sociais.
Perfil de risco e segurança do paciente
O caso de uma paciente de 42 anos com síndrome de Guillain-Barré está sob investigação para apurar possível relação com esses produtos sem prescrição médica. A paciente permanece internada com limitações de movimento.
Atualmente, há oito pedidos em análise para medicamentos com semaglutida, além de nove aguardando avaliação. A patente da substância expirou no Brasil em março de 2026, o que deve ampliar a oferta no mercado.
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