A Anvisa divulgou nesta segunda-feira um plano de ação para enfrentar irregularidades na manipulação e venda de canetas emagrecedoras. a estratégia é organizada em seis eixos, incluindo regulações, fiscalização e cooperação internacional.
Entre as ações, a diretoria planeja reformular a nota técnica que orienta importação, manipulação e controle de IFAs, exigindo Certificado de Boas Práticas de Fabricação dos insumos importados. Thiago Campos destacou a mudança prevista para o dia 15.
O plano prevê ainda intensificação de ações com as Vigilâncias Sanitárias estaduais, acordos com reguladores de outros países e a criação de um grupo de trabalho com entidades médicas. A implementação depende de aprovação em colegiado.
Cenário atual e números
Ao todo, 11 fiscalizações de manipulação em farmácias ocorreram em 2026, com interdição de oito empresas ligadas à saúde e apreensão de mais de 1,3 milhão de unidades de produtos estéreis.
Houve aumento na importação de IFAs entre nov/2025 e abr/2026, com pedidos superiores a 100 kg de insumos, equivalentes a cerca de 20 milhões de doses de 5 mg. Quase 14 pedidos foram negados por falta de registro, qualidade e origem duvidosa.
Relatos de reações adversas ligadas a medicamentos com base no hormônio GLP-1 cresceram. Dados do VigiMed apontam que 26% das denúncias referem-se a uso off-label.
Perspectivas e próximos passos
A Anvisa informou que a proposta de linha de ação será formalizada em reunião de colegiado no dia 15 de abril, abrindo espaço para ajustes antes da implementação. As ações visam reduzir irregularidades e ampliar a fiscalização.
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