A principal votação aguardada pelo governo é a indicação de Jorge Messias ao STF. Lula precisa conquistar a maioria no Senado para confirmar o nome e abrir caminho para mudanças na composição da corte.
Gleisi Hoffmann deixou o cargo de Relações Institucionais para concorrer ao Senado. Ainda não há substituto nomeado para assinar os atos que hoje dependem da pasta.
Entre os relatos internos, aliados entendem que Messias tem mais chances com trânsito no Senado, onde estão as pautas estratégicas do governo. A atuação do articulador é vista como determinante.
Além da indicação ao STF, a PEC da Segurança Pública é outro tema em avaliação pelos senadores após ter passado pela Câmara. O governo mantém negociações para definir o ritmo de votação.
O presidente Lula chegou a conversar com Wellington Dias sobre a possível troca de pasta para o papel de articulador, mas a nomeação formal ainda não foi anunciada.
Na Câmara, o esforço atual envolve o projeto que prevê o fim da escala 6×1. O governo negocia com o presidente da Casa, Hugo Motta, para tentar avançar a matéria com ou sem urgência.
A tramitação de Messias no Senado depende de contato com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e do envio da mensagem presidencial à CCJ. Um atraso pode sinalizar descontentamento entre as partes.
Segundo assessores, não há outro tema de tramitação essencial no momento além da indicação ao STF, o que mantém o foco do Planalto nessa pauta e na relação com o Congresso.
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