O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, afirmou, durante evento na Assembleia Legislativa de São Paulo, que espera que Jorge Messias deixe a Advocacia-Geral da União em breve para ocupar a vaga aberta no STF, após a aposentadoria de Luís Roberto Barroso. A declaração ocorreu nesta segunda-feira, 6 de abril de 2026, durante a entrega do Colar da Honra ao Mérito Legislativo.
A cerimônia contou com a presença de autoridades ligadas ao governo federal, incluindo o indicado de Jair Bolsonaro ao STF. Mendonça ressaltou que Messias, atual chefe da AGU, pode deixar o cargo para seguir para o STF, desde que haja o motivo adequado. A oficialização da indicação ocorreu no dia 1º de abril, seguindo para sabatina na CCJ e posterior apreciação no plenário do Senado caso aprovado.
A indicação ainda não tem maioria consolidada no Senado, segundo levantamento recente do Poder360. A avaliação pública de Messias entre senadores permanece em aberto, com apoios ainda incertos no momento da sabatina.
Homenagem na Alesp
A homenagem a Mendonça foi proposta pelo deputado Oseias de Madureira, do PL, e contou com a presença do governador Tarcísio de Freitas, do Republicano. O evento também incluiu momentos de demonstração de fé religiosa, visto que Mendonça é pastor.
Contexto institucional e desdobramentos
Mendonça atua como relator de investigações de grandes casos em curso no país, o que alimenta discussões sobre o papel do STF e de autoridades associadas ao governo. A atuação do ministro em temas de segurança pública e combate à corrupção tem sido tema de críticas e apoios de diferentes setores políticos.
AtlasIntel divulgou, em março, um levantamento mostrando Mendonça como o ministro do STF com a melhor avaliação entre o público, com 43% de imagem positiva e 36% de negativa. Entre seus pares, Toffoli, Gilmar Mendes, Moraes e Dino apresentam as maiores taxas de avaliação negativa.
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