O STF vai definir, nesta quarta-feira (8), a solução para o impasse político no Rio de Janeiro após a renúncia do governador Cláudio Castro. Castro foi condenado pelo TSE por abuso do poder político e econômico, o que deixou o cargo vago.
Os ministros decidirão entre realizar uma eleição direta ainda neste semestre ou autorizar uma escolha indireta pela Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro). A definição impacta o formato do próximo mandato estadual.
Em qualquer cenário, o novo governador ficará no cargo até 31 de dezembro. O pleito de outubro, naturalmente, ocorrerá para eleger o governador que cumprirá o mandato completo.
A opção pela eleição indireta ganha força pelo STF em razão de a logística de organizar duas eleições para governador no mesmo ano exigir planejamento rápido. A tese contrária envolve voto popular imediato.
Na semana anterior, houve avanço da linha pela eleição direta, já que Castro renunciou na véspera do julgamento do TSE. O tribunal pode observar jurisprudência sobre renúncias próximas à aplicação da lei eleitoral.
Um relevo no tribunal envolve a possibilidade de uma liminar que suspendeu a eleição indireta, defendendo a realização de eleição direta. A questão será objeto de votação no plenário do STF.
Entre na conversa da comunidade