A CPI do Crime Organizado encerra seus trabalhos sem prorrogação, mesmo com o apoio de senadores à continuidade das apurações. O encerramento está previsto para o próximo dia 14.
O presidente da CPI e o relator afirmaram que decisões do Supremo Tribunal Federal comprometeram as investigações, liberando convocados de depor e limitando a quebra de sigilos. O senador Fabiano Contarato afirmou que não há como afastar as decisões judiciais.
Entre os casos em análise, o ministro André Mendonça liberou o ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha de prestar esclarecimentos sobre negociações entre o Banco de Brasília e o Banco Master. A Advocacia do Senado recorreu das decisões. Nesta terça-feira, a comissão ouviu o secretário nacional de políticas penais sobre a atuação de facções nos presídios.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não pretende estender os trabalhos nem instalar a CPI mista do Banco Master, citando o ano eleitoral. O relator Alessandro Vieira criticou a decisão, dizendo que não houve concordância, mas não há tempo para seguir adiante. O STF também desobrigou Roberto Campos Neto de depor.
A comissão recebeu ainda informações sobre a atuação de facções em presídios, com foco em impactos sobre políticas penais e ações legislativas. A avaliação interna é de que o ritmo das apurações fica comprometido pela jurisprudência citada, segundo membros da CPI.
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