A janela partidária encerrada em abril de 2026 consolidou a tendência de crescimento da direita na Câmara dos Deputados. O PL, antigo núcleo de aliados de Jair Bolsonaro, tornou-se a maior bancada, com 97 parlamentares, enquanto o Centrão perdeu espaço e a base do governo Lula enfrentou dificuldades para ampliar sua presença.
A janela partidária é um período em que deputados podem trocar de legenda sem perder o mandato. Em 2026, o PL saiu de 87 para 97 cadeiras, fortalecendo-se como principal força de oposição e assegurando mais recursos do fundo partidário e maior tempo de TV.
O União Brasil foi o partido mais afetado, registrando perda líquida de 14 parlamentares. Dissidências internas e a federação com o Progressistas contribuíram para a debandada, que também atingiu o Podemos e o Republicanos, com o fluxo principal migrando para o PL.
A base governista tentou preservar seus quadros sem ampliar a frente parlamentar. A federação PT, PCdoB e PV manteve 81 deputados, enquanto o PSB subiu para 20 cadeiras. O PDT recuou de 16 para 9 parlamentares, elevando a dependência do governo em negociações com o Centrão.
Para especialistas, a presença de uma bancada maior é estratégica para a disputa eleitoral de 2026. Com o PL mais robusto, tende a surgir um campo conservador mais coeso e com maior capacidade de organização para as próximas eleições.
Na prática, o crescimento do PL altera o funcionamento da Câmara. A sigla passa a ter maior influência em comissões e votações, aumentando o peso de uma oposição mais organizada. O governo Lula terá que negociar com maior frequência para conduzir pautas.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para ampliar o tema, leia a reportagem completa.
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