O Banco Master pagou 80,2 milhões de reais ao escritório Barci de Moraes Sociedade de Advocacia, ligado à mulher do ministro Alexandre de Moraes. A informação consta na declaração do Imposto de Renda do banco e foi apresentada à CPI do Crime Organizado do Senado.
Os pagamentos ocorreram entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, totalizando 22 parcelas de 3,646 milhões de reais cada. Os valores (conforme documentos oficiais) confirmam a relação comercial entre o Master e o escritório da esposa do ministro, segundo as informações divulgadas à comissão.
O Ministério Público do Senado e a Receita Federal são os órgãos que monitoram a tramitação dos dados declarados pelo banco. A instituição financeira afirmou que os dados fiscais são sigilosos e não comentou as informações vazadas.
Viagens em aeronaves de Vorcaro
Segundo documentos da CPI, Aeronáutica e empresas de táxi aéreo, Moraes e Viviane teriam feito ao menos oito voos em aeronaves de uma empresa associada a Vorcaro entre maio e outubro de 2025. Registros indicam um voo em agosto de 2025 de Brasília a São Paulo, com reunião prevista no dia seguinte com o empresário Vorcaro, de acordo com mensagens citadas pela comissão.
O ministro Alexandre de Moraes negou as acusações, afirmando que as alegações são falsas. Em nota, a defesa sustenta que não houve viagens em aeronaves das empresas associadas a Vorcaro e que não conhece Fabiano Zettel.
A equipe de Moraes não informou se houve manifestação sobre os voos em 30 dias que antecederam uma reunião com o dono do Master, conforme apuração da CPI. Experiências de viagens e contatos entre as partes seguem sob análise institucional.
Entre na conversa da comunidade