O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou em entrevista ao portal IC News, realizada nesta quarta-feira, que manteve contato com o ministro Alexandre de Moraes para discutir o caso Master e evitar que o episódio prejudique a imagem da Suprema Corte. Lula relatou ter sugerido que Moraes se declarasse impedido de votar caso houvesse ligação entre sua família e o processo.
Segundo o relato de Lula, a ideia seria preservar a imparcialidade do julgamento diante de vínculos entre Moraes e o Banco Master, alvo de investigações e controvérsias públicas. O presidente apontou ainda que a defesa da independência do STF depende de transparência e de decisões sem aparência de favorecimento.
O caso envolve relações entre Moraes, a advogada da esposa dele e o Banco Master, cuja ex-presidente do banco é associada ao processo. O Banco Central confirma encontros entre Moraes e o presidente da instituição, com registro de reuniões em períodos próximos a discussões sobre o futuro do banco; a PGR negou irregularidades.
Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, segue preso desde março, segundo informações oficiais. Lula afirmou que a apuração deve avançar para esclarecer supostas irregularidades, incluindo repasses de recursos entre estados e operações envolvendo o BRB, estimados em bilhões de reais.
Contexto do Caso Master
Lula criticou a condução de investigações envolvendo o Master, afirmando que as falhas teriam origem em gestões anteriores, citando o ex-presidente do BC Roberto Campos Neto e membros do governo anterior como parte de uma linha de responsabilização. O presidente reiterou apoio à continuidade de investigações contra eventuais desvios.
Ainda na entrevista, Lula abriu espaço para a atuação judicial em governos subsequentes, destacando que não há limite para apurar corrupção, independentemente de quem esteja no poder. Ele associou o tema a uma estratégia eleitoral da direita para capturar votos mediante o escândalo.
Entre na conversa da comunidade