O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em entrevista publicada nesta quarta-feira, 8 de abril de 2026, que, caso dependesse dele, as empresas de apostas seriam fechadas. O governo diz estar discutindo o tema de forma muito séria, mas depende do Congresso para avançar.
Para Lula, a decisão não é apenas uma prerrogativa do Executivo; o tema envolve o Legislativo e requer ações de regulamentação ou de proibição. O relato da entrevista destaca esse duplo eixo entre os poderes.
O chefe do Executivo indicou que as apostas representam um mal que, na visão dele, justificaria medidas restritivas. A conversa também provocou o debate sobre a dependência do futebol em relação às apostas, lembrando que o esporte já enfrentou fases sem esse modelo de financiamento.
O presidente fez referência à tradição religiosa do país ao discutir o jogo. Segundo ele, houve períodos em que atividades como jogos de azar eram vistas como contravenção, e hoje há mudanças observadas pela população, com o cassino sendo acessível de diversas formas.
Sobre o papel do Congresso, Lula afirmou que não iria citar nomes, mas comentou que há conhecimento público sobre deputados, partidos e senadores envolvidos na pauta. A declaração reforça a percepção de que o tema tem desdobramentos políticos amplos.
Ao encerrar, Lula reiterou a necessidade de limitar o que chamou de jogatina desenfreada no Brasil, sem expor juízos de valor sobre pessoas específicas.
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