A Receita Federal encaminhou documentos à CPI do Crime Organizado com apontamentos de repasses milionários do Banco Master a figuras públicas relevantes. Entre os citados está Michel Temer, que teria recebido R$ 10 milhões. Outros pagamentos incluem R$ 14 milhões à Pollaris Consultoria, de Guido Mantega.
Os dados também apontam depósitos de R$ 6,1 milhões na Lewandowski Advocacia, ligada à família do ex-ministro Ricardo Lewandowski. A sociedade saiu em janeiro de 2024, pouco antes de ele assumir o Ministério da Justiça. Além disso, houve registro de R$ 12 milhões à empresa de Bonnie Bonilha, nora de Jaques Wagner, líder do governo no Senado.
Às informações enviadas à CPI constam ainda pagamentos expressivos a outros nomes, como R$ 80,2 milhões ao escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes, do STF, entre 2024 e 2025. Henrique Meirelles, ex-ministro da Fazenda de Temer, recebeu R$ 8 milhões pelos serviços prestados ao Master.
Contexto e nomes envolvidos
Paralelamente, o governador do Paraná, Ratinho Jr, e o pai dele, Ratinho, aparecem nos documentos com repasses ao grupo da família Massa, totalizando R$ 24 milhões. Desse montante, R$ 21 milhões são da Massa Intermediação e R$ 3 milhões da Gralha Azul Empreendimentos e Participações.
Entre os representantes do União Brasil, ACM Neto recebeu R$ 5,45 milhões por meio da A&M Consultoria Ltda, enquanto Antônio Rueda, presidente do partido, teve R$ 6,4 milhões creditados pelo banco de Daniel Vorcaro. Fabio Wajngarten, secretário de Comunicação Social do governo, teve uma empresa ligada ao seu nome com R$ 3,8 milhões. Ronaldo Bento, ex-ministro da Cidadania, aparece com a participação de uma empresa dele em pagamentos de R$ 6,2 milhões.
Wajngarten afirmou à CNN que foi apresentado a Vorcaro no 1º semestre de 2025 e passou a integrar a equipe de defesa dele, com contrato confidencial. O ex-banqueiro era alvo de discussões sobre a confidencialidade do acordo. A equipe de reportagem tenta contato com os demais citados para comentários.
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