O governo de Minas Gerais anunciou, nesta quarta-feira (8), a criação de seis presídios de segurança máxima para presos faccionados. A medida também endurece regras de visitas, alimentação e comunicação dentro das unidades prisionais. A ação faz parte de um conjunto de medidas para enfrentar o crime organizado e aumentar a segurança no sistema penitenciário.
Segundo o secretário Rogério Greco, as novas unidades serão erguidas em regiões estratégicas do estado e terão capacidade para abrigar detentos de alta periculosidade. A instalação de bloqueadores de sinal de celular e a restrição de visitas foram definidas pela resolução publicada no Diário Oficial.
As regras também vão alterar a alimentação e a comunicação entre detentos e visitantes, além de ampliar a fiscalização na entrada e saída de pessoas nas prisões. A finalidade é reduzir a influência de facções dentro das cadeias e facilitar a transferência de presos de alta periculosidade para unidades mais protegidas.
Detalhes das medidas
O pacote inclui reforço de vigilância com câmeras e sistemas de monitoramento eletrônico, bem como o aumento do quadro de agentes penitenciários e capacitação dos profissionais. A expectativa é inaugurar as novas unidades nos próximos meses, após obras, contratação de pessoal e implementação dos sistemas.
A criação dos presídios de segurança máxima integra uma estratégia mais ampla de fortalecimento do sistema penitenciário mineiro, com foco na segurança da sociedade e na ressocialização dos detentos. O Ministério Público de Minas Gerais aprovou a iniciativa, destacando a necessidade de ações concretas contra a violência.
Informações adicionais apontam que as unidades devem contar com maior controle de fluxo de visitantes e com mecanismos de monitoramento para evitar que atividades ilícitas sejam comandadas de dentro das prisões. A expectativa é de melhoria na ordem interna e na efetividade das ações contra o crime organizado.
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