Um documento sigiloso da Receita Federal, encaminhado à CPI do Crime Organizado, revelou pagamentos que chegam a 80,2 milhões de reais do Banco Master ao escritório de advocacia ligado à mulher do ministro do STF, Viviane Barci de Moraes. As informações constam de dados fiscais prestados entre 2024 e 2025.
Segundo fontes da comissão, os valores foram declarados por meio de retenções na fonte, com início em fevereiro de 2024 e vigência até novembro de 2025. O montante envolve parcelas mensais próximas de 3,6 milhões de reais, com cerca de 4,9 milhões recolhidos como tributos.
O escritório de Viviane Barci de Moraes afirma não confirmar as informações, classificando-as como incorretas e obtidas indevidamente. A defesa sustenta que dados fiscais são sigilosos e não comentará detalhes sobre valores ou registros.
A CPI identificou que os registros não haviam sido incluídos em uma remessa anterior, o que gerou questionamentos sobre a completude das informações. O fluxo financeiro passa a ser um eixo prioritário da comissão, para entender serviços prestados e a relação com outras frentes de investigação.
Contexto da CPI
A atuação da CPI e o tempo de sua duração são pontos em análise. O prazo atual encerra nesta semana, cabendo ao STF decidir sobre eventual prorrogação. Sem extensão, o aprofundamento do tema fica limitado.
Em março, o escritório de Viviane Barci de Moraes já havia negado irregularidades, afirmando atuação dentro da legalidade e prestação de consultoria jurídica por quase dois anos. Parlamentares destacam o peso do volume de pagamentos no contexto institucional.
Entre na conversa da comunidade