O PT, em federação com PV e PCdoB, planeja fortalecer a bancada na Câmara dos Deputados para 2026 com a participação de nomes conhecidos, ex-participantes do BBB e vereadores bem votados. A estratégia envolve reeleições e apostas de peso, buscando ampliar o espaço do bloco na Câmara.
Segundo apuração do g1, a federação já selecionou mais de 60 nomes para compor as candidaturas. Entre as apostas estão figuras históricas do PT, além de representantes com popularidade recente em capitais como São Paulo.
Entre os nomes citados estão o ex-deputado Jean Wyllys (PT), jornalista e ex-BBB; o ex-deputado José Dirceu (PT), figura histórica do partido; e o ex-deputado João Paulo Cunha (PT), ambos com condenações no julgamento do Mensalão e pena perdoada pelo STF. Também aparecem Edinho Silva, atual presidente do PT, e ex-prefeito de Araraquara (SP).
Outra leva de apostas inclui vereadores com atuação relevante. Em São Paulo, destacam-se Roberto Trípoli (PV), ex-deputado estadual, e Nabil Bonduki (PT), arquiteto e ex-vereador, que nunca disputaram a Câmara dos Deputados. A vereadora Luna Zarattini (SP) surge como novidade, com mais de 100 mil votos em 2024.
Entre os pré-candidatos, 18 já disputaram as eleições de 2022 e retornariam em 2026. A lista inclui candidatos que já foram eleitos em 2022, como os deputados PT que buscam a reeleição: Alencar Santana, Alfredinho, Arlindo Chinaglia, Carlos Zarattini, Jilmar Tatto, Juliana Cardoso, Kiko Celeguim, Nilto Tatto, Paulo Teixeira e Rui Falcão. Também figura o deputado do PCdoB, Orlando Silva.
Na prática, deputados suplentes eleitos em 2022, como Pedro Tourinho e Vicentinho (PT), também integram a lista para concorrer neste ano. O objetivo é consolidar a presença do bloco na próxima janela eleitoral, ampliando a atuação federal.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), eleito em 2014, decidiu não disputar a reeleição em 2026. O g1 apurou que ele deverá coordenar a campanha de Lula nas regiões Sudeste e Norte, reforçando a estratégia de ação nacional do PT.
Paralelamente, o prazo para deixar os cargos de mandato para concorrer terminou em 4 de abril. Entre os que deixaram o governo estão 18 ministros, incluindo o ministro Haddad, que disputará o governo de São Paulo, além de Simone Tebet e Marina Silva, pré-candidatas ao Senado por SP.
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