Ao longo de uma cerimônia no Palácio do Planalto, a primeira-dama Janja corrigiu o presidente Lula durante a sanção de leis de proteção à mulher. Houve ajuste na fala sobre operações da Polícia Federal que prenderam pessoas por violência de gênero.
Lula citava a prisão de cerca de 5.000 pessoas em uma única ação. Janja interrompeu o discurso para esclarecer que o resultado envolveu 5.000 homens, não apenas pessoas. O presidente repetiu a informação já corrigida.
O episódio ocorreu na quinta-feira, 9 de abril de 2026, no Planalto. A correção veio durante a etapa de sanção de leis voltadas a crimes contra a mulher, tema central da cerimônia.
O governo tem adotado estratégias de comunicação com o objetivo de ampliar a presença do presidente em entrevistas. O ministro Sidônio Palmeira, da Secom, orienta que Lula fale mais, aumentando, segundo analistas, o risco de gafes.
A ação de Janja compõe o histórico de intervenções pontuais de auxiliares que acompanham o discurso presidencial. Em Salvador, Sidônio já pediu ao chefe que comente sobre o Pix, o que gerou críticas a outras lideranças.
Segundo levantamento do Poder360, nos três primeiros anos de governo Lula proferiu ao menos 157 declarações com distrações ou incorreções, incluindo falas com tom misógino. O material registra episódios entre 2024 e 2025.
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