O ministro do STF André Mendonça negou dois pedidos da CPI do Crime Organizado do Senado para compartilhar informações sobre as investigações do Banco Master e a morte de Luiz Phillipi Mourão, o “Sicário” de Daniel Vorcaro. A defesa sustenta que os dados apurados pela Operação Compliance Zero e pelas apurações sobre fraudes no Master ainda estão em curso.
Mendonça afirmou que há diligências pendentes e que a divulgação neste momento poderia comprometer as investigações. Ele não descartou a possibilidade de reavaliar a decisão futuramente, quando a fase de apuração estiver concluída.
Os requerimentos foram apresentados pelo senador Alessandro Vieira ( MDB-SE) e aprovados pela CPI em 11 de março. A solicitação visa entender se o falecimento de Mourão indica o funcionamento de uma organização criminosa ou se aponta padrões de conduta semelhantes aos observados em outras investigações.
Contexto da CPI e do caso
Luiz Phillipi Mourão foi preso pela Polícia Federal em 4 de março, e, no mesmo dia, tentou suicídio sob custódia em Minas Gerais. Ele faleceu dias depois, com a confirmação ocorrendo em 6 de março e o velório em 8 de março. Mourão era próximo de Vorcaro e recebia o apelido de Sicário, segundo a PF, condizente com atividades ligadas ao dono do Banco Master.
A PF indicou que Mourão integrava o núcleo de intimidação e obstrução à Justiça, conhecido como “A Turma”, presente em um grupo de WhatsApp relacionado a Vorcaro. Entre as atribuições dele estavam a obtenção de informações sigilosas, monitoramento de adversários e neutralização de situações sensíveis aos interesses do banqueiro.
Além disso, Mourão é acusado de obter dados sigilosos por meio de acesso indevido a sistemas da PF, do Ministério Público Federal, do FBI e da Interpol. A CPI busca esclarecer se o caso revela um padrão de organização criminosa e como esse tipo de conduta pode ser evitado em ambientes policiais e prisionais.
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