Sam Altman volta a ser tema de capa na imprensa americana. A New Yorker questiona se é possível confiar no CEO da OpenAI para moldar o futuro da IA, após apurar bastidores de poder e decisões que moldaram a empresa.
A reportagem baseia-se em entrevistas com amigos, ex-integrantes e atuais membros da OpenAI, além do próprio Altman. O texto descreve uma personalidade ambiciosa, com desejo de reconhecimento e de influência, segundo diversas fontes consultadas.
Altman já enfrentou conflitos internos que chegaram a levar à sua demissão, em 2023, antes de ser readmitido. A matéria relata um memorando interno de Ilya Sutskever que sugeria dúvidas sobre a aptidão dele para liderar a empresa.
Segundo a New Yorker, o memorando apontava distorções de fatos para os conselheiros e uma percepção de que Altman poderia enganar para manter o controle. Na ocasião, vários colaboradores deixaram a OpenAI.
Ed Levy Remnick, editor da publicação, lembra que Altman é influente em um campo que transforma o mundo. A reportagem aponta divergências sobre o objetivo público da OpenAI versus o perfil de uma empresa com fins lucrativos.
A matéria cita compromissos de segurança que teriam sido abandonados ao longo do tempo, desdobrando-se em críticas sobre a gestão da IA. Entre os casos, surgem relatos de conversas sobre projetos de monetização e riscos globais.
A reportagem ainda menciona a saída de Dario Amodei da OpenAI para fundar a Anthropic, citando a discussão sobre segurança da tecnologia como fator decisivo para a mudança. Amodei produziu anotações críticas durante sua passagem pela OpenAI.
Ao tratar de planos de exploração de rivalidades entre potências, o texto aponta que executivos chegaram a discutir venda de tecnologia avançada, mas o projeto foi abandonado após relatos de demissões internas.
A OpenAI respondeu à reportagem afirmando que parte do conteúdo revisita eventos anteriores por meio de alegações anônimas e anedotas com agendas próprias, destacando a natureza conflitante das informações.
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