A eleição em Hungria está marcada para 12 de abril, com pesquisas indicando vantagem para Péter Magyar, do partido Tisza, frente a Viktor Orbán e o Fidesz. O pleito ocorre em meio a tensões internas e externas que impactam o cenário político.
Segundo levantamentos, Magyar lidera entre eleitores prováveis por margem de 19 a 23 pontos. Dados de pesquisas indicam apoio superior entre jovens, com mais de 60% de simpatia entre quem tem até 30 anos. Orbán busca manter governabilidade em meio a críticas internas.
Relações e controvérsias
Vários episódios envolvendo a política externa ganharam destaque. Um áudio vazado aponta reunião entre o chanceler Péter Szijjártó e o ministro russo Lavrov, com indicar documento confidencial a Moscou. Szijjártó confirmou contatos regulares com Lavrov antes e depois de cúpulas da UE.
Durante visitas oficiais, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, criticou suposta interferência eleitoral da UE e elogiou Orbán como modelo para a Europa. Em Budapest, fontes apontam que a disputa energética com a Rússia sobre o oleoduto Druzhba também influencia o clima eleitoral.
Outros desdobramentos
Em meio a acusações de interferência e desentendimentos com a Ucrânia, Hungria anunciou a suspensão gradual de exportação de gás para Kiev, enquanto negocia garantias sobre importação de petróleo e gás rusos. Em paralelo, há relatos de expulsões de cidadãos ucranianos e investigações sobre operações com dinheiro, que alimentam o cenário tenso entre os dois países.
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