Maurício Camisotti assinou acordo de delação premiada com a Polícia Federal, revelando fraudes nos descontos de aposentadorias do INSS. O acordo foi encaminhado ao STF para homologação, sendo a primeira delação da investigação.
Camisotti permanece preso desde setembro de 2025, alvo da Operação Sem Desconto. A ação prendeu também Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. A defesa enviou o material ao gabinete do ministro André Mendonça para análise.
O documento foi negociado exclusivamente com a PF e depende da homologação do STF e da revisão da Procuradoria-Geral da República. As negociações teriam começado no fim de 2025.
Contexto da Operação Sem Desconto
Em abril de 2025, a PF revelou um esquema de desvios envolvendo descontos em benefícios previdenciários. Estima-se que ao menos R$ 6,3 bilhões tenham sido desviados.
A PF aponta que sindicatos e entidades aplicavam irregularmente mensalidades sobre aposentadorias e pensões. A operação levou ao afastamento do presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e à demissão do ex-ministro Carlos Lupi.
Detalhes da delação e desdobramentos
Segundo fontes, Camisotti atuou como sócio oculto de uma entidade e teria favorecido o esquema, obtendo ganhos com os desvios. A investigação aponta que a família Camisotti recebeu valores superiores aos do Careca do INSS.
O filho de Maurício, Paulo Camisotti, aparece como dirigente de mais de 20 empresas sob investigação. A delação promete trazer novos elementos para a continuidade das apurações.
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