O governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, enfrenta cobrança por ações decisivas sobre a “herança” deixada pelo governo anterior. A pressão envolve auditorias em contratos e a redução de gastos com finalidade eleitoreira.
Durante debate sobre eleições no estado, o presidente do STF, Edson Fachin, afirmou que Couto deve governar com plenos poderes até a decisão final da Corte. A afirmação reforça o ritmo de decisões que pesem sobre a gestão provisória.
Couto é cobrado a auditar contratos herdados do governo Cláudio Castro, verificar o possível inchaço da máquina pública e ampliar a transparência dos gastos. O objetivo é evitar uso da estrutura pública para fins eleitorais.
Plenos poderes e agenda
A atuação também envolve a Secretaria de Representação Política, alvo de críticas pela proximidade com interesses eleitorais. A pasta, orçada em cerca de R$ 30 milhões anuais, era chefiada pelo ex-deputado André Moura, que busca vaga ao Senado por Sergipe.
Autoridades indicam que cautela excessiva pode expor o governo a riscos em contratos firmados no governo anterior. Caberá ao Tribunal de Contas do Estado avaliar auditorias em todos os contratos e empenhos.
Há ainda o argumento de que o governador precisa agir para manter coerência com decisões do Tribunal Superior Eleitoral. Moura foi figura central em denúncias de abuso de poder econômico associadas a campanhas anteriores.
Ricardo Couto deve se reunir nesta sexta-feira, 10, com Fachin para discutir os limites de seus poderes. Um dos temas é justamente a atuação em relação aos contratos herdados.
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