O Banco Master pagou R$ 1,4 milhão à MM Limpeza Urbana, empresa ligada ao empresário Marcos de Moura, conhecido como “Rei do Lixo” na Bahia. O repasse consta no Imposto de Renda da instituição de 2024, segundo relatório da Receita Federal encaminhado à CPI do Crime Organizado. A PF aponta Moura como líder de um esquema de desvio de verbas públicas por meio de emendas parlamentares, com superfaturamento de obras em licitação, principalmente na Bahia.
A Polícia Federal descreve Moura como ponte de agendas entre empresários presos e nomes ligados a governos estaduais. A investigação teve início após a apreensão de R$ 1,5 milhão em dinheiro em um voo de Salvador para Brasília. A operação Overclean mirou desvio de recursos públicos envolvendo diversos destinatários.
Na mesma operação, ACM Neto, vice-presidente da legenda União Brasil e pré-candidato a governador da Bahia, teria recebido R$ 5,4 milhões via A&M Consultoria LTDA; Antônio Rueda, presidente nacional do partido, teria recebido R$ 6,4 milhões do banco. Ambos negam irregularidades nos pagamentos, segundo as informações disponíveis.
Segundo a PF, as verbas liberadas para projetos eram destinadas a empresas previamente escolhidas e tinham origem em repasses de emendas parlamentares. Marcos Moura integrava o diretório nacional do União Brasil na época dos fatos apurados pela PF.
O repasse de R$ 1,433 milhão foi registrado como pagamento de “rendimentos de capital” a MM Limpeza Urbana, cuja composição societária envolve José Marcos de Moura e Alexsandro Gonçalves de Moura. A investigação segue para confirmar vínculos entre o dinheiro e contratos de licitação em municípios baianos.
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