O julgamento do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, por suposta corrupção será retomado neste domingo (12). O anúncio foi feito pelo porta-voz dos tribunais, após o fim do estado de emergência em Israel relacionado à guerra com o Irã. As audiências voltarão a ocorrer com o calendário habitual, entre domingos e quartas-feiras.
As sessões, iniciadas em 2020, discutem acusações de suborno, fraude e quebra de confiança apresentadas em 2019. Netanyahu nega as acusações e já teve o processo adiado diversas vezes por compromissos oficiais do premiê em exercício.
A suspensão ocorreu quando houve suspensão do estado de emergência, que tinha fechado escolas e locais de trabalho. Um cessar-fogo de duas semanas foi acordado com o Irã, mas ataques israelenses ao Líbano, envolvendo o Hezbollah, reabriram riscos para a trégua.
O retorno do Judiciário coincidiu com a normalização do funcionamento de tribunais, segundo comunicado oficial. As sessões devem ocorrer no âmbito do calendário regular, mantendo a frequência de domingos a quartas-feiras.
O governo de Israel sinalizava que o desfecho do caso, ainda sem data definida, continuaria a depender de diligências processuais. Fontes oficiais apontam que o julgamento pode levar a penas de prisão caso haja condenação.
Ganhando destaque oposicionista, o caso de Netanyahu permanece no centro da agenda política israelense. O desfecho depende de novas acusações, provas apresentadas e decisões judiciais ao longo das próximas audiências.
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