O governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, demitiu o presidente da Cedae, Agnaldo Balon, e determinou que a máquina pública passe por um pente-fino em contratos e gastos. A exoneração ocorreu no mesmo dia em que Couto anunciou medidas de transparência.
Sob a justificativa de ampliar o alcance de controles, Couto enviou ato normativo que determina a divulgação em 15 dias de contratos vigentes, prazos, serviços prestados e seus valores. O objetivo é detalhar a execução de contratos em todas as secretarias e autarquias.
A ação faz parte de uma ofensiva sobre estruturas identificadas como parte do grupo ligado ao ex-governador Claudio Castro. A expectativa é mapear receitas, despesas e possíveis sobreposições de contratos.
Balon era apontado como integrante do bloco ligado a Castro e figura entre os nomes visados para ajustes na gestão. A exoneração foi anunciada no mesmo momento em que o governo sinalizou maior rigor na gestão de ativos públicos.
Entre as especificações do pente-fino, também consta a identificação do quadro de servidores de todas as secretarias, autarquias e empresas estaduais. A lista visa detalhar números de colaboradores e funções.
Com as informações reunidas, a administração busca auditar contratos sob gestão do governo. A atenção recai sobre a relação com a empresa envolvida em operações financeiras e o contrato com o banco Master.
Antônio Carlos dos Santos, diretor-financeiro, é citado como gerente do contrato com o banco Master, ao lado de Balon. A empresa teria aplicado 200 milhões de reais em operações associadas ao banco Vorcaro.
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