O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), abriu a ofensiva contra o advogado-geral da União, Jorge Messias, após a sabatina dele no STF. O tom é similar ao utilizado contra Cristiano Zanin e Flávio Dino, nomeados por Lula para a Corte. A defesa é de que Messias manteria vínculo de poder com o governo.
Marinho já sinalizou que a crítica se baseia na proximidade de Messias com o governo, argumento empregado anteriormente contra Zanin, que atuou como advogado de Lula, e Dino, ex-ministro da Justiça. Em ambos os casos, o senador citou falta de impessoalidade.
Além de liderar a oposição, Marinho coordena a pré-campanha de Flávio Bolsonaro, o que pode ampliar o impacto político de suas críticas. A leitura, segundo interlocutores, é de que o tema de independência institucional pode ganhar repercussão maior.
Contexto das críticas
Marinho sustenta que a eleição de ministros próximos ao governo pode influenciar decisões judiciais e a liberdade de expressão. Essa linha de argumentação já apareceu nas falas anteriores sobre Zanin e Dino, mantendo o tom de alerta sobre equididade institucional.
Fontes apontam que o foco no vínculo entre Messias e o governo atende a estratégia de comunicação da oposição, buscando estabelecer um tema recorrente de afastamento entre Executivo e Judiciário. A defesa de Messias ainda não foi apresentada.
Garantir neutralidade, sem juízo de valor, é o objetivo das mensagens oficiais, que também destacam o papel institucional do STF na supervisão de indicados. A cobertura continua à medida que novas informações surgirem sobre a sabatina.
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