Edilson Damião, governador de Roraima pela União Brasil, é alvo de investigação da Polícia Federal por suspeita de chefiar esquema de fraudes em licitações na Secretaria de Infraestrutura (Seinf) quando atuava também como vice-governador. A PF aponta que o grupo favorecia empresas específicas em contratos da pasta.
A apuração começou a partir de celulares apreendidos em janeiro de 2026. Na ocasião, Clóvis Braz Pedra, empresário, Ana Clara Araújo e Marcos Holanda Farias, capitão da PM, foram presos em Boa Vista (RR) por lavagem de dinheiro. As investigações indicam um circuito de vantagens a aliados.
Segundo a PF, Damião pressionava licitações presenciais em vez de pregões eletrônicos, para reduzir concorrência, e antecipava resultados de editais a aliados antes da publicação oficial. A análise envolve participação de um suposto “braço financeiro” no esquema, liderado por Disney Barreto Mesquita, ex-chefe da Casa Civil.
O relatório descreve relação próxima entre Edilson Damião e Clóvis Braz, cuja empresa teria faturado R$ 162,9 milhões em contratos com a Seinf entre 2021 e 2025. O foro por prerrogativa de função mantém o caso sob supervisão do TJRR.
O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público Estadual para avaliação de denúncia. O governo de Roraima afirmou não ter conhecimento oficial sobre a investigação. As defesas contestam as acusações e a PF não comenta investigações em andamento.
Denarium, já alvo de ações judiciais ligadas a abuso de poder na eleição de 2022, aparece em outro desdobramento recente. O TRE-RR julgou decisões que indicaram uso da máquina pública para favorecer candidatos. O caso ganhou repercussão política local e envolve disputas eleitorais de 2026.
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