Gilberto Waller foi demitido da presidência do INSS pelo governo. Ele informou por volta das 10h30 desta segunda-feira que recebeu a exoneração sem aviso formal ou explicação sobre quem tomou a decisão.
A demissão ocorreu sem conversa direta com o ministro da Previdência. O comunicante foi o secretário-executivo da pasta, que informou apenas que a decisão já havia sido tomada.
Waller Júnior comandou o INSS desde 30 de abril do ano passado, em meio a denúncias de fraudes na Previdência Social. Sua gestão tinha como objetivo promover uma reorganização institucional.
Segundo o ex-presidente, o principal gargalo atual não estaria no INSS, mas na estrutura da Previdência como um todo. Ainda não há explicação oficial detalhando o alinhamento da saída com as políticas do governo.
O ministro Wolney Queiroz confirmou a exoneração. Em declaração ao blog, afirmou que a primeira fase de reorganização do INSS já passou e que agora busca um perfil mais técnico para a próxima etapa da gestão.
Contexto
A nomeação de Waller ocorreu num período de enfrentamento a irregularidades no órgão. Desde então, críticas internas marcaram a relação entre o ex-presidente e o titular da Previdência, com relatos de divergências públicas entre eles.
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