O PT busca maneiras de criticar o que ocorreu no STF sem romper com o ministro Alexandre de Moraes, após o caso envolvendo o Banco Master. Analista aponta possível contaminação da imagem de Lula diante do desgaste do tribunal.
Segundo análise de Pedro Venceslau, o PT encontrou uma “vacina” ao propor uma reforma do Judiciário, cuja linha de atuação tem sido discutida por diferentes núcleos da pré-campanha petista.
A reforma passa pela ideia de limitar o mandato dos ministros do STF, com uma PEC já em preparação para coletar assinaturas. O texto prevê 10 anos de atuação e pode estabelecer idade máxima de aposentadoria.
Reginaldo Lopes, deputado PT de Minas, lidera o movimento e atua como articulador da proposta, que já recebeu sinalizações de apoio de parlamentares de direita, Centrão e setores da oposição.
A estratégia é vista como alinhada ao interesse de reduzir críticas ao STF, em um momento de queda na popularidade da corte. Dados de pesquisa indicam alta percepção de excesso de poder do tribunal.
Historicamente, o PT manteve relação próxima com o Judiciário, especialmente após o fim de 2023; a atual proposta marca mudança de postura em relação a ações do STF, segundo a leitura do analista.
A discussão ocorre em meio a desdobramentos políticos e a avaliação de que a agenda de reforma do Judiciário pode favorecer coalizões entre governo e setores de oposição, sem romper com Moraes.
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