A CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado aprovou, de forma unânime, o requerimento para que a CPI do Crime Organizado compartilhe informações sigilosas sobre o caso Master com o grupo de trabalho da comissão. A decisão ocorreu nesta terça-feira (14).
O pedido foi apresentado pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e divulgado no mesmo dia em que a CPI deve deliberar sobre o relatório final. O objetivo é ampliar o acesso a dados relevantes para o aprofundamento técnico das investigações.
Entre os itens solicitados constam documentos, informações, registros de oitivas, dados de quebras de sigilo, elementos probatórios, fluxos de capitais, estruturas societárias, fundos de investimento, instrumentos de securitização e informações de instituições financeiras ligadas ao tema.
Damares destacou que a CPI do Crime Organizado reuniu um acervo probatório de elevada densidade informacional e ressaltou a importância da convergência entre as apurações da CPI e da CAE para o andamento técnico dos trabalhos do Grupo de Trabalho.
Além disso, a senadora apontou que a cooperação entre comissões do Senado pode tornar a atuação parlamentar mais eficiente, evitando duplicidade de esforços e fortalecendo a capacidade institucional de fiscalização.
CPI do Crime Organizado
Nesta tarde, está prevista a leitura do relatório final do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que ainda precisa passar por votação. O parecer do relator inclui a possível indicação de crimes de responsabilidade contra ministros do STF, entre eles Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, bem como do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Entre as propostas normativas, o documento sugere ampliar o combate ao crime organizado, criar o Ministério da Segurança Pública e defender uma intervenção na segurança do Rio de Janeiro. A CPI tem duração prevista de quatro meses; havia intenção de prorrogação por mais 60 dias, mas não houve aval do presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
Entre na conversa da comunidade