O Ministério Público de São Paulo discute a multa do acordo de delação premiada de Roberto Leme, o “Beto Louco”, ligado ao PCC, nas investigações da Operação Carbono Oculto. O acordo ainda não foi fechado.
A CNN Brasil apurou que o pagamento integral dos impostos devidos ao Estado entraria na conta, caso o acordo seja aceito. O empresário é apontado como responsável por uma rede de fraudes fiscais e contábeis que movimentou mais de R$ 52 bilhões.
A delação está em negociação no Ministério Público. Mesmo sem interesse no acordo, a defesa pode formalizar um acordo junto à Polícia Civil de São Paulo.
Proposta em análise
A defesa enviou aos promotores uma proposta para revelar a participação de servidores públicos e magistrados no esquema bilionário de fraudes e lavagem de dinheiro envolvendo postos de combustíveis e fintechs.
Segundo a apuração da Folha, confirmada pela CNN Brasil, ele concordou com o pagamento de milhões de reais como ressarcimento ao Estado pelos crimes; valores permanecem sob sigilo.
Nos documentos apresentados, constam dados de dezenas de celulares usados no esquema, dos quais os promotores poderão extrair evidências. A delação não aponta acusações contra pessoas com foro privilegiado em Brasília.
Agora, caberá ao procurador-geral de Justiça do Estado de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, decidir pela aceitação ou recusa da proposta de delação de Beto Louco.
Em janeiro, o procurador-geral afirmou que a Carbono Oculto é um dos esquemas mais sofisticados já desbaratados, extrapolando o PCC e envolvendo facilitação de agentes públicos, conforme entrevista à imprensa.
A CNN Brasil tenta contato com a defesa de Roberto Leme para um posicionamento oficial sobre o caso. O espaço está aberto.
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