O governo Lula intensificou a articulação política para aprovar Jorge Messias no STF. A sabatina está marcada para 28 de abril no Senado, após meses de resistência, visando consolidar uma maioria favorável ao advogado-geral da União.
Para destravar a indicação, o Palácio do Planalto ofereceu diretorias em agências reguladoras, como Anac, Anatel e Cade. Esses cargos controlam setores-chave da economia, o que torna o acordo atraente para vários partidos.
Essa estratégia busca somar votos suficientes no plenário para além dos 41 necessários, estimando chegar a 48 votos favoráveis. O objetivo é superar o obstáculo inicial à nomeação.
Contexto e negociação
As agências reguladoras fiscalizam serviços de empresas privadas em áreas como aviação, telecomunicações e energia. Ter aliados nessas diretorias amplia influência sobre setores vitais do país.
Atraso na sabatina, de quase cinco meses, refletiu um embate entre Executivo e Legislativo. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, manteve a pauta para ampliar o poder de barganha dos senadores.
Críticas e avaliação
A oposição e a bancada evangélica contestam Messias por posicionamentos da AGU, incluindo parecer favorável ao aborto em casos avançados. Também destacam referências a episódios polêmicos no governo Dilma Rousseff.
Especialistas veem a articulação como uma disfunção potencial do processo, que costuma combinar mérito técnico com negociação política. Avaliam que o Senado pode transformar a aprovação em um balcão de negócios.
*Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra, leia a reportagem completa.*
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