O governo federal enviou ao Congresso um Projeto de Lei para reduzir a jornada de trabalho, com o objetivo de extinguir a escala 6×1. A medida chega acompanhada de duas PECs sobre o mesmo tema, em tramitação no Legislativo, o que modifica o rito de análise.
De onde vêm as propostas: o PL foi apresentado pelo governo; a primeira PEC foi protocolada em 2019 pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) e a segunda em 2025 pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP). Todas pretendem reduzir a carga horária sem reduzir salários.
A diferença central está no instrumento utilizado. O PL regula leis ordinárias; as PECs alteram a Constituição Federal. Isso impacta o fluxo de debates, votações e eventuais contagens de prazos dentro do Congresso.
Propostas em tramitação
Um PL segue o rito de comissões, votação no plenário por maioria simples e eventual urgência constitucional, que impõe prazos de votação. O PL pode ser sancionado ou vetado pelo Presidente, com possibilidade de derrubada de veto pelo Legislativo.
Já a PEC exige maioria qualificada no plenário, duas votações em cada casa e pode seguir regimentos com urgência. A PEC não passa por veto presidencial e não altera cláusulas pétreas.
Diferenças entre os textos
O objetivo comum é reduzir a jornada sem reduzir salários. O PL do governo propõe 40 horas semanais em 5×2. A PEC de Hilton aponta para 36 horas semanais em 4×3. A de Lopes prevê redução gradual para 36 horas, sem detalhar o formato final.
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