O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou Jair Bolsonaro de a coisa que veio depois do Temer durante encontro com centrais sindicais no Palácio do Planalto. O objetivo foi apresentar a Pauta da Classe Trabalhadora para 2026-2030. A fala ocorreu nesta quarta-feira (15 abr 2026).
Lula criticou a reforma trabalhista aprovada em 2017, instruída por Michel Temer, e afirmou que teria flexibilizado o trabalho precário. Ele afirmou ainda que, com a falta de renda, muitos trabalhadores não conseguiram contribuir para a previdência.
Participaram do encontro o vice-presidente Geraldo Alckmin, além de ministros ligados ao tema: Luiz Marinho (Trabalho e Emprego), Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da Presidência) e José Guimarães (Secretaria de Relações Institucionais). Ao todo, 36 representantes de centrais sindicais participaram.
Reforma trabalhista
Temer sancionou, em julho de 2017, a legislação que promoveu mudanças na relação entre empregados e empregadores. Entre os pontos, ficou abolido o imposto sindical obrigatório, pago por todos os trabalhadores. A reforma também ampliou a possibilidade de acordos sem participação direta de sindicatos.
Pauta da Classe Trabalhadora
A pauta reúne 68 reivindicações para 2026-2030, incluindo redução da jornada sem perda salarial e fim da escala 6 x 1. O documento também aborda combate à pejotização, regulamentação do trabalho por aplicativo, fortalecimento das negociações coletivas e defesa de direitos de trabalhadoras.
O governo enviou ao Congresso, na terça-feira (14 abr), regime de urgência para o fim da escala 6 x 1, sem detalhar o mérito da proposta. A pauta foi entregue ao presidente da Câmara, Hugo Motta, na quarta-feira (15 abr).
No mesmo dia, as centrais sindicais promoveram a Marcha da Classe Trabalhadora em Brasília, defendendo a redução da jornada de trabalho. A caminhada reuniu representantes de trabalhadores e entidades sindicais para pressionar o governo e o Congresso.
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