O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou que a PF abra inquérito contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por calúnia contra o presidente Lula. A investigação foi autorizada após uma representação da PF ao STF.
A PF aponta que Flávio publicou no X em 3 de janeiro imagens de Nicolás Maduro e de Lula, associando-os a crimes como tráfico internacional de drogas, terrorismo e fraude eleitoral. A peça menciona ainda uma possível referência à colaboração premiada.
Moraes entendeu que a publicação, em ambiente virtual público, imputou crimes ao presidente da República de forma ampla e pública, justificando a investigação. A recomendação veio após parecer da PGR, que via indícios concretos da atuação do senador no foro do STF.
Base legal e andamento
A PGR sustentou que a divulgação atribui fatos delituosos de modo público e vexatório ao presidente. Com isso, Moraes autorizou a abertura do inquérito e determinou que a PF tome providências em até 60 dias, com sigilo da petição levantado.
Flávio Bolsonaro reagiu à decisão dizendo que a medida é juridicamente frágil e que a publicação não imputou crime a Lula. O senador afirmou que a postagem limitou-se a noticiar fatos envolvendo Maduro e não fez imputação direta.
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