A oposição sustenta que o STF passa a ameaçar o Congresso após o relatório da CPI do Crime Organizado pedir o indiciamento dos ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Dias Toffoli. O episódio ocorreu nesta quarta-feira, 15, durante sessão no Congresso Nacional, com repercussões sobre o papel das prerrogativas parlamentares. A CPI discutiu o parecer elaborado pelo relator Alessandro Vieira, que foi rejeitado pela comissão.
Segundo a oposição, a atuação do STF é encarada como prova de confronto institucional entre poderes. Parlamentares cobraram posição firme do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para defender as prerrogativas do Senado e do relator Vieira, cuja indicação recebeu críticas entre membros do Congresso. A discussão girou em torno do papel do Legislativo frente aos atos da Corte.
Reação do Senado e posicionamentos
Durante a sessão, Vieira fez um apelo direto a Alcolumbre, questionando o apoio da Casa diante das supostas ameaças. O presidente do Senado sinalizou disponibilidade para orientar a Advocacia do Senado, decisão recebida com críticas por parte da oposição, que classificou a postura como covardia.
Lideranças da oposição na Câmara defenderam que ministros da Corte atuam de forma que poderia comprometer prerrogativas parlamentares. Parlamentares apontaram que houve confrontos diretos entre o STF e o Congresso, defendendo que o Legislativo precisa manter autonomia institucional diante de ataques ou intimidações.
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