Geraldo Alckmin, presidente em exercício e ministro da articulação política, afirmou nesta quinta-feira no Palácio do Planalto que a chamada taxa das blusinhas deve permanecer no sistema de compras internacionais de até US$ 50. Ele explicou que, na visão dele, o imposto é necessário porque, somado ao imposto de importação de 20% e ao ICMS estadual, ainda fica abaixo de 40%, enquanto o produtor nacional paga quase 50%. A justificativa é manter a competição entre indústrias brasileiras e empresas internacionais.
O argumento central é que a taxa ajuda a equilibrar o campo de jogo entre produção nacional e importação. Segundo Alckmin, mesmo com a cobrança, o custo para o consumidor fica menor do que o impacto da produção local em alguns setores. Ele ressaltou que a medida pode estimular produção e geração de empregos no país.
No governo federal, há divergência sobre o assunto: parte da equipe defende a revogação da taxa devido à sua impopularidade desde o início. O novo ministro de Relações Institucionais, José Guimarães, comentou que, se a revogação for considerada pela gestão, seria uma opção a ser avaliada. Guimarães afirmou que, na prática, essa é uma posição que poderia ser adotada caso haja consulta.
Divisão interna no governo e desdobramentos futuros devem manter o tema em pauta, com novos encontros entre ministros e assessorias acompanhando a repercussão pública e as consequências econômicas da medida. Não foram anunciadas datas de votação ou decisões definitivas no momento.
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