Rafael López Aliaga, candidato ultraconservador à Presidência do Peru, ofereceu uma recompensa de US$ 5.800 (cerca de R$ 29 mil) a funcionários eleitorais que apresentem informações verdadeiras e comprováveis sobre irregularidades nas eleições. A promessa foi feita nesta quinta-feira (16).
O ex-prefeito de Lima disputa o segundo turno para vacar o pleito de junho, tentando alcançar a vaga diante da liderança de Keiko Fujimori, com 17% dos votos na apuração com 93% das atas contabilizadas. López Aliaga ficou em segundo, com margins ainda estreitos sobre o adversário Roberto Sánchez.
Os adversários disputam votos após um domingo conturbado, marcado por falhas na distribuição de cédulas e urnas, o que atrasou aberturas de locais de votação. Na ocasião, cerca de 50 mil eleitores ficaram sem votar, levando a uma extensão do prazo para segunda-feira (13).
Reação institucional e cenário da apuração
O ONPE informou que o chefe Piero Corvetto e outros três funcionários foram denunciados por suspeitas de crimes contra o sufrágio. López Aliaga pediu, durante discurso a apoiadores, a nulidade da eleição às autoridades eleitorais.
Uma missão de observação da União Europeia afirmou não ter encontrado elementos objetivos de fraude até o momento. Ainda faltam milhares de atas para serem apuradas, com o júri nacional de eleições responsável por validar cerca de 5.200 documentos.
Álvaro Henzler, porta-voz da ONG Transparencia, ressaltou que a definição dos resultados pode levar semanas, destacando a complexidade do processo de verificação. A apuração segue em andamento e não há confirmação de irregularidades confirmadas.
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